Professora Elaine Maia
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Correção da segunda prova dos sextos anos da manhã
Queridos,
como prometido aqui está a correção da prova. Qualquer dúvida é só falar comigo. Bom trabalho!
https://drive.google.com/file/d/1U4RWumVGvuGqEgE2f-SkmiVk2DFBQTMR/view?usp=sharing
domingo, 18 de junho de 2017
Correção da ficha "Verso, estrofe, ritmo e rima"
Leia a seguir um poema de
Fernando Pessoa (1888-1935), um dos maiores poetas portugueses.
Na ribeira deste rio
Na ribeira deste rioou na ribeira daquelepassam meus dias a fio.Nada me impede, me impele,me dá calor ou dá frio.
Vou vendo o que o rio faz
quando o rio não faz nada.
Vejo os rastros que ele traz,
numa sequência arrastada,
do que ficou para trás.
Vou vendo e vou meditando
não bem no rio que passa
mas só no que estou pensando,
porque o bem dele é que faça
eu não ver que vai passando.
Vou na ribeira do rio
que está aqui ou ali,
e do seu curso me fio,
porque, se o vi ou não vi,
ele passa e eu confio.
FERNANDO PESSOA. In: Eucanaã Ferraz (Org.). A lua no cinema e outros poemas.
São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 82.
São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 82.
1. O texto em estudo foi escrito em versos. Trata-se,
portanto, de um poema. Os versos constituem
cada linha da composição poética. Eles podem ou não apresentar a mesma
extensão. Cada conjunto de versos constitui uma estrofe, que é separada
da seguinte por um espaço em branco.
a. Quantos
versos e quantas estrofes tem o poema?
b. Os
versos têm a mesma extensão?
c. Quando
as estrofes de um poema têm o mesmo número de versos são chamadas regulares.
Do contrário, são chamadas irregulares. No poema lido, como se classificam
as estrofes quanto ao número de versos?
2. O poeta é o autor do texto. A voz que “fala” no poema é
o eu lírico.
a. Que ideias o eu lírico
desenvolve nos versos do poema?
b. Como
o eu lírico parece se sentir às margens desse rio? Esclareça sua resposta com
base no poema.
3. O eu lírico inicia a 3a estrofe
relatando o que faz na ribeira do rio.
a. Tanto
na 2a estrofe como na 3a, ele diz que
está “vendo” o rio, mas, ao mesmo tempo, medita e pensa e
afirma “não ver que [o rio] vai passando”. Que sentido apresenta o
verbo ver, nesse caso?
b. Na
3a estrofe, o eu lírico afirma que olha o rio passando,
mas não pensa nisso. De acordo com o texto, no que ele estaria meditando?
c. Observe
o emprego da palavra bem na 3a estrofe, com
dois sentidos diferentes. O que ela significa nos dois casos?
d. Explique
o que o eu lírico quis dizer no 4o e 5o versos
da 3a estrofe.
e. De acordo com o texto, o
rio é personificado, pois apresenta ações próprias de um ser humano e é tratado
como tal. Em que versos se observa essa personificação?
RESPOSTAS
1.
a.
Há 20 versos e 4 estrofes.
b.
Sim, os versos apresentam a mesma extensão, pois
têm o mesmo número de sílabas métricas.
c.
São estrofes regulares, pois todas são formadas por
cinco versos.
2.
a.
O eu lírico fala de um rio que passa, enquanto ele
permanece na ribeira, pensando, sem se preocupar em observá-lo passar, pois
sabe que o rio se vai com a passagem do tempo.
b.
Assim como o rio, ele parece estar tranquilo, pois
medita enquanto o rio passa: “Nada me impede, me impele, / me dá calor ou dá
frio”; “Vou vendo e vou meditando”.
3.
a.
O eu lírico apenas está presente ali na ribeira, sentindo a
passagem do rio, sem vê-lo, pois está imerso em suas lembranças, mas sabe que o
rio continua passando.
b.
Resposta pessoal. Sugestão: No passado, pois o eu
lírico parece que procura sempre a tranquilidade da ribeira para deixar fluir
suas lembranças.
c.
No 2o verso
(“não bem no rio que passa”), a palavra bem significa
“propriamente” ou “verdadeiramente”. No 4o verso
(“porque o bem dele é que faça”), bem corresponde a “o que é bom
ou conveniente” nele.
d.
Segundo ele, é preferível que o rio passe
livremente, sem que o próprio eu lírico perceba sua passagem.
e.
Na 2a estrofe: “o que o
rio faz / quando o rio não faz nada”; “os rastros que ele traz”.
Na 3a estrofe: “porque o bem dele é que faça /
eu não ver que vai passando”. Na 4a estrofe: “ele
passa e eu confio”.
domingo, 22 de maio de 2016
http://pt.slideshare.net/elainemaia9469/lngua-linguagem-e-variabilidadeSejam bem-vindos meus queridos alunos dos sextos anos! Segue o Power Point sobre Língua, Linguagem e Variação. Bons estudos!
domingo, 21 de junho de 2015
Lista de conectores e relação que estabelecem
Essa é uma lista de conectores que postei há algum tempo. Pode ajudá-los no estudo da coesão e das orações subordinadas.
Argumentação e coesão (prova)
Argumentação e coesão
COMUNICAR não significa apenas enviar
uma mensagem e fazer com que nosso ouvinte/leitor a receba e a compreenda. Dito
de uma forma melhor, podemos dizer que nós nos valemos da linguagem não apenas
para transmitir ideias, informações. São muito frequentes às vezes em que
tomamos a palavra para fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite o que estamos
expressando (e não apenas compreenda); que creia ou faça o que está sendo dito
ou proposto.
Comunicar não é, pois, apenas um fazer
saber, mas também um fazer crer, um fazer fazer. Nesse sentido, a língua não é
apenas um instrumento de comunicação; ela é também um instrumento de ação sobre
os espíritos, isto é, uma estratégia que visa a convencer, a persuadir, a
aceitar, a fazer crer, a mudar de opinião, a levar a uma determinada ação.
Assim sendo, talvez não se
caracterizaria em exagero afirmarmos que falar e escrever é argumentar.
TEXTO ARGUMENTATIVO é o texto em que
defendemos uma ideia, opinião ou ponto de vista, uma tese, procurando (por
todos os meios) fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite-a, creia nela.
Num texto argumentativo, distinguem-se
três componentes: a tese, os argumentos e as estratégias argumentativas.
TESE, ou proposição, é a ideia que defendemos,
necessariamente polêmica, pois a argumentação implica divergência de opinião.
A palavra ARGUMENTO tem uma origem
curiosa: vem do latim ARGUMENTUM, que tem o tema ARGU , cujo sentido primeiro é
"fazer brilhar", "iluminar", a mesma raiz de "argênteo",
"argúcia", "arguto".
Os argumentos de um texto são
facilmente localizados: identificada a tese, faz-se a pergunta por quê? (Ex.: o
autor é contra a pena de morte (tese). Porque … (argumentos).
As ESTRATÉGIAS não se confundem com os
ARGUMENTOS. Esses, como se disse, respondem à pergunta por quê (o autor defende
uma tese tal PORQUE … – e aí vêm os argumentos).
ESTRATÉGIAS argumentativas são todos
os recursos (verbais e não-verbais) utilizados para envolver o leitor/ouvinte,
para impressioná-lo, para convencê-lo melhor, para persuadi-lo mais facilmente,
para gerar credibilidade, etc.
Os exemplos a seguir poderão dar
melhor ideia acerca do que estamos falando.
A CLAREZA do texto – para citar um
primeiro exemplo – é uma estratégia argumentativa na medida em que, em sendo
claro, o leitor/ouvinte poderá entender, e entendo, poderá concordar com o que
está sendo exposto. Portanto, para conquistar o leitor/ouvinte, quem fala ou
escreve vai procurar por todos os meios ser claro, isto é, utilizar-se da
ESTRATÉGIA da clareza. A CLAREZA não é, pois, um argumento, mas é um meio
(estratégia) imprescindível, para obter adesão das mentes, dos espíritos.
O emprego da LINGUAGEM CULTA FORMAL
deve ser visto como algo muito es-tra-té-gi-co em muitos tipos de texto. Com
tal emprego, afirmamos nossa autoridade (= "Eu sei escrever. Eu domino a
língua! Eu sou culto!") e com isso reforçamos, damos maior credibilidade
ao nosso texto. Imagine, estão, um advogado escrevendo mal … ("Ele não
sabe nem escrever! Seus conhecimentos jurídicos também devem ser
precários!").
Em outros contextos, o emprego da
LINGUAGEM FORMAL e até mesmo POPULAR poderá ser estratégico, pois, com isso,
consegue-se mais facilmente atingir o ouvinte/leitor de classes menos favorecidas.
O TÍTULO ou o INÍCIO do texto
(escrito/falado) devem ser utilizados como estratégias … como estratégia para
captar a atenção do ouvinte/leitor imediatamente. De nada valem nossos
argumentos se não são ouvidos/lidos.
A utilização de vários argumentos, sua
disposição ao longo do texto, o ataque às fontes adversárias, as antecipações
ou prolepses (quando o escritor/orador prevê a argumentação do adversário e
responde-a), a qualificação das fontes, a utilização da ironia, da linguagem agressiva,
da repetição, das perguntas retóricas, das exclamações, etc. são alguns outros
exemplos de estratégias.
COESÃO
E ARGUMENTAÇÃO.
O fato de o ato de escrever ser um
momento em que aquele que escreve se vê sozinho frente ao papel, tendo em mente
apenas uma imagem de um possível interlocutor, faz com que haja necessidade de
uma maior preocupação em relação à coesão. Em geral, o aluno não sabe até que
ponto deve explicitar o que tenta dizer para que se faça compreender.
Entretanto, o "fazer-se compreender" é um ponto central em qualquer
texto escrito; a coesão deve colaborar neste sentido, facilitando o
estabelecimento de uma relação entre os interlocutores do texto. O que se busca
não é um texto fechado em si mesmo, impenetrável a qualquer leitura e sim algo
que possa servir como veículo de uma interação entre os interlocutores.
Há ainda mais uma questão em que se
deve pensar na consideração das especificidades da modalidade escrita – a
argumentação. É através dela que o locutor defende seu ponto de vista. A
argumentação contribui na criação de um jogo entre quem escreve o texto e um
possível leitor, já que aquele discute com este, procurando mostrar-lhe que
tipo de ideias o levaram a determinado posicionamento. Dito de outra maneira,
ao escrever um texto o locutor estabelece relações a partir do tema que se
propôs a discutir e tira conclusões, procurando convencer o receptor ou
conseguir sua adesão ao texto.
Não
se pode traçar uma distinção absoluta entre coesão e argumentação: a coesão
garante a existência de uma relação entre as partes do texto que tomadas como
um todo devem constituir um ato de argumentação. As duas noções contribuem para
a constituição de um conjunto significativo capaz de estabelecer uma relação
entre o sujeito que escreve e seu virtual interlocutor.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Link interessante
Mais um link interessante. Neste site, vocês podem até enviar redações para serem corrigidas. Eles dão os temas e vocês fazem a redação e enviam.
http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/
http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/
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