Há dias em que a vida nos faz refletir...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Para que reflitam...
A Importância da Leitura
As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, o que resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres.
A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.
Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.
Durante a leitura descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.
O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.
A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo.
Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos. Através da leitura rotineira, tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado.
Durante a leitura descobrimos um mundo novo, cheio de coisas desconhecidas.
O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.
Por Eliene Percilia
domingo, 16 de junho de 2013
Para ajudar a formar opinião.
IMPRESSÕES SOBRE OS PROTESTOS NA PAULISTA
A maioria dos meus amigos mais politizados está tomando posição sobre este movimento, que vai ficando cada vez maior.
Algumas considerações a respeito:
- Toda multidão comporta uma minoria bagunceira e/ou violenta. Não se deve tomar a parte pelo todo. Manifestantes não são todos vândalos, da mesma forma q policiais (que também utilizam transporte público), em sua maioria, não são psicopatas. O dano q uns e outros causam, porém, é o que é mais divulgado. Cuidado: isso desvia a atenção do que é mais importante.
- Os tais 20 centavos são a famosa "gota d'água", de um país que faz tudo a toque de caixa. Constrói estádios "do nada", e dá mostra inequívocas de incompetência (vide o Engenhão, no RJ...), mas bate o pé contra um protesto legítimo.
- As mídias alternativas estão roubando a cena. Não mais dependemos de veículos parciais e/ou alinhados com o poder: temos relatos in loco, de pessoas q estiveram lá, e de analistas que enxergam além da superfície. É salutar ler o q eles dizem, para tomar uma posição mais embasada sobre o tema.
- Normalmente, formamos uma opinião quase imediatamente após sabermos de um fato ou evento. Depois, apenas procuramos aquilo que a confirma. A coragem, no caso, é mudar de opinião, frente às mudanças que vão se mostrando. Digo isso por mim: detesto bagunça, acho os "manifestantes profissionais" um bando de chatos hipócritas, não compactuo com aqueles que apenas criticam o tal do sistema - cheio de falhas - mas que pretendem substituí-lo por um sistema pior e já comprovadamente ineficiente. Mas mudei de ideia, ao ver o rumo q o movimento toma. Tirei os bagunceiros do foco, e comecei a enxergar além deles. Tenham sido eles que começaram tudo, ou não, a verdade é que o movimento começa a ser protagonizado por uma multidão representativa: não apenas os piqueteiros, não apenas os baderneiros, comunistas, chatos e outros, mas caras como eu e você, cansados dos desmandos do nosso ineficiente e corrupto governo.
- A mudança de paradigma que está se demonstrando (e que já é notícia fora do país) é surpreendente. Não deslegitimemos os protestos comparando-o ao q há lá fora. A primavera árabe protestou contra ditaduras, que felizmente não temos; mas devemos protestar, sim, contra um governo ineficiente, corrupto e mentiroso, que maquia índices inflacionários, e opera na surdina, arrochando as parcelas mais oprimidas, ou fazendo que nós - a classe média - paguemos por seus caprichos. Este protesto é legítimo porque estes desmandos causam efeitos parecidos a de uma ditadura: separação de classes, favorecimentos de minorias, opressão e falta de voz a maioria, e sofrimento desnecessário.
- Saiamos de nossos lugares para enxergar a proporção que isso toma. Desde o movimento caras pintadas não acontecia algo do tipo, e há uma significativa diferença: este era apoiado pelas mídias mais poderosas, que tinham interesse em rifar o incontrolável Collor, enquanto que neste caso, somos apenas nós, o povo, contra as mídias e contra o governo. É o povo protestando por si só, contra aquilo q o afeta e o cansa. Isso é um marco na nossa história.
- Reveja sua posição (qualquer que seja), discutindo a respeito. Ou você irá reforça-la, com melhores argumentos, ou poderá mudar de ideia, o q aconteceu comigo.
- Este movimento traz uma marca política incontestável: o povo que acorda e percebe seu poder; as classes q se solidarizam umas com as outras, porque, tirando a maioria AAAem seus SUV's idiotas
torrando toneladas de gasolina, todas as outras percebem que são sacrificadas;
se derrubam alguns muros que nos separam em classes e categorias, e isso tem
importância cabal.
- Amigos meus já se organizam para participar das próximas manifestações. O movimento arrasta o povo de bem - como eu e você - a tomar uma posição, e faz enxergar que a causa do povo é legitima. Chega de conformismo, chega
A maioria dos meus amigos mais politizados está tomando posição sobre este movimento, que vai ficando cada vez maior.
Algumas considerações a respeito:
- Toda multidão comporta uma minoria bagunceira e/ou violenta. Não se deve tomar a parte pelo todo. Manifestantes não são todos vândalos, da mesma forma q policiais (que também utilizam transporte público), em sua maioria, não são psicopatas. O dano q uns e outros causam, porém, é o que é mais divulgado. Cuidado: isso desvia a atenção do que é mais importante.
- Os tais 20 centavos são a famosa "gota d'água", de um país que faz tudo a toque de caixa. Constrói estádios "do nada", e dá mostra inequívocas de incompetência (vide o Engenhão, no RJ...), mas bate o pé contra um protesto legítimo.
- As mídias alternativas estão roubando a cena. Não mais dependemos de veículos parciais e/ou alinhados com o poder: temos relatos in loco, de pessoas q estiveram lá, e de analistas que enxergam além da superfície. É salutar ler o q eles dizem, para tomar uma posição mais embasada sobre o tema.
- Normalmente, formamos uma opinião quase imediatamente após sabermos de um fato ou evento. Depois, apenas procuramos aquilo que a confirma. A coragem, no caso, é mudar de opinião, frente às mudanças que vão se mostrando. Digo isso por mim: detesto bagunça, acho os "manifestantes profissionais" um bando de chatos hipócritas, não compactuo com aqueles que apenas criticam o tal do sistema - cheio de falhas - mas que pretendem substituí-lo por um sistema pior e já comprovadamente ineficiente. Mas mudei de ideia, ao ver o rumo q o movimento toma. Tirei os bagunceiros do foco, e comecei a enxergar além deles. Tenham sido eles que começaram tudo, ou não, a verdade é que o movimento começa a ser protagonizado por uma multidão representativa: não apenas os piqueteiros, não apenas os baderneiros, comunistas, chatos e outros, mas caras como eu e você, cansados dos desmandos do nosso ineficiente e corrupto governo.
- A mudança de paradigma que está se demonstrando (e que já é notícia fora do país) é surpreendente. Não deslegitimemos os protestos comparando-o ao q há lá fora. A primavera árabe protestou contra ditaduras, que felizmente não temos; mas devemos protestar, sim, contra um governo ineficiente, corrupto e mentiroso, que maquia índices inflacionários, e opera na surdina, arrochando as parcelas mais oprimidas, ou fazendo que nós - a classe média - paguemos por seus caprichos. Este protesto é legítimo porque estes desmandos causam efeitos parecidos a de uma ditadura: separação de classes, favorecimentos de minorias, opressão e falta de voz a maioria, e sofrimento desnecessário.
- Saiamos de nossos lugares para enxergar a proporção que isso toma. Desde o movimento caras pintadas não acontecia algo do tipo, e há uma significativa diferença: este era apoiado pelas mídias mais poderosas, que tinham interesse em rifar o incontrolável Collor, enquanto que neste caso, somos apenas nós, o povo, contra as mídias e contra o governo. É o povo protestando por si só, contra aquilo q o afeta e o cansa. Isso é um marco na nossa história.
- Reveja sua posição (qualquer que seja), discutindo a respeito. Ou você irá reforça-la, com melhores argumentos, ou poderá mudar de ideia, o q aconteceu comigo.
- Este movimento traz uma marca política incontestável: o povo que acorda e percebe seu poder; as classes q se solidarizam umas com as outras, porque, tirando a maioria AAA
- Amigos meus já se organizam para participar das próximas manifestações. O movimento arrasta o povo de bem - como eu e você - a tomar uma posição, e faz enxergar que a causa do povo é legitima. Chega de conformismo, chega
de passividade. Acordemos! Vivemos uma democracia,
com direito a voto, em um dos melhores "mundos" possíveis da
modernidade, mas deixamos tudo nas mãos de qualquer um que convença uma parcela
a votar nele. Isso cobra um preço alto. Nossa passividade cobra um preço alto,
como, por exemplo, pagar três vezes por um serviço: você paga o SUS, pelos
impostos; mas paga seu convênio; mas precisa de um médico q nenhum dos dois
cobre, então, paga o médico particular. Percebe? Só nós somos prejudicados pela
"bovinidade" com que encaramos a vida.
- Não se apegue a um argumento ou simpatia. Você gosta da polícia? Você odeia a polícia? Você enxerga "conspirações" em tudo? Vc detesta a Globo, ou a imprensa? Nada disso realmente importa agora. Somos um povo se reunindo para marchar, para reivindicar poder, de uma forma inédita.
- A violência não leva a nada, mas o imobilismo, menos ainda. Isso é importantíssimo. Jamais defenderei a violência, e o ideal seria protestos pacíficos. Mas sejamos realistas: isso é possível, ou é utópico? Enquanto houver uma minoria baderneira, e uma polícia q confunde autoridade com castigo, a paz em protestos é um sonho.
- Por último, se for protestar, não vá para brigar. Se preserve. use seu direito legítimo de reivindicar, de ir e vir, de clamar por mudanças. Pacificadores, como Gandhi e Mandela, conseguiram muito mais que belicistas.
Vamos discutir a respeito?
Alberto Nannini
- Não se apegue a um argumento ou simpatia. Você gosta da polícia? Você odeia a polícia? Você enxerga "conspirações" em tudo? Vc detesta a Globo, ou a imprensa? Nada disso realmente importa agora. Somos um povo se reunindo para marchar, para reivindicar poder, de uma forma inédita.
- A violência não leva a nada, mas o imobilismo, menos ainda. Isso é importantíssimo. Jamais defenderei a violência, e o ideal seria protestos pacíficos. Mas sejamos realistas: isso é possível, ou é utópico? Enquanto houver uma minoria baderneira, e uma polícia q confunde autoridade com castigo, a paz em protestos é um sonho.
- Por último, se for protestar, não vá para brigar. Se preserve. use seu direito legítimo de reivindicar, de ir e vir, de clamar por mudanças. Pacificadores, como Gandhi e Mandela, conseguiram muito mais que belicistas.
Vamos discutir a respeito?
Alberto Nannini
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Para quem não está conseguindo acessar o link, aqui vai...
Dicas de Interpretação
sobre Redação por Eraldo Cunegundes
Não só os alunos afirmam gratuitamente que a interpretação depende de cada um. Na realidade isto é para fugir a um problema que não é de difícil solução por meio de sofisma (=argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que supõe má fé por parte de quem o apresenta).
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.
Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").
Ex.: Ele morreu faminto.
faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as ideias estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.
Ex.: Ele morreu de fome.
de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").
Ex.: Ele morreu faminto.
faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as ideias estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.
Nota: Diante do que foi dito, espero que você mude o modo de pensar, pois a interpretação não depende de cada um, mas, sim, do que está escrito. "O que está escrito, escrito está."
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Interpretação de texto
Queridos alunos, acessem este link para dicas interessantíssimas de interpretação de texto:
http://www.algosobre.com.br/redacao/dicas-de-interpretacao.html
Aproveitem!
http://www.algosobre.com.br/redacao/dicas-de-interpretacao.html
Aproveitem!
Para os alunos dos 9os anos, algo sobre o texto dissertativo.
Introdução
Apresenta o assunto e o posicionamento do autor. Ao se posicionar, o autor formula uma tese ou a ideia principal do texto.
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades complementares diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente "sérios" , o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina. (tese)
Desenvolvimento
Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente, em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas.
O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com sua tragédias, Sófocles e Eurípides não visavam apenas à diversão da plateia mas também, e sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo Rei)? Poderia uma mãe assassinar os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar livremente)? Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores místicos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. "Ir ao teatro", para os gregos, não era apenas uma diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais. Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertold Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel essencial pedagógico voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX. O teatro, ao representar situações de nossa própria vida - sejam elas engraçadas, trágicas, políticas, sentimentais, etc. - põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos e dos camarins.
Conclusão
Geralmente retoma a tese, sintetizando as ideias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido. Mais raramente, a conclusão pode vir na forma de interrogação ou representada por um elemento-surpresa. No caso da interrogação, ela é meramente retórica e deve já ter sido respondida pelo texto..
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem, é inegável. A escola sempre teve muito a aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano. (conclusão)
ATENÇÃO: a linguagem do texto dissertativo-argumentativo costuma ser impessoal, objetiva e denotativa. Mais raramente, entretanto, há a combinação da objetividade com recursos poéticos, como metáforas e alegorias. Predominam formas verbais no presente do indicativo e emprega-se o padrão culto e formal da língua.
O TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO
O texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura convencional, formada por três partes essenciais. Veja um exemplo de texto dissertativo-argumentativo dividido conforme a estrutura convencional:Introdução
Apresenta o assunto e o posicionamento do autor. Ao se posicionar, o autor formula uma tese ou a ideia principal do texto.
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades complementares diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente "sérios" , o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina. (tese)
Desenvolvimento
Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente, em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas.
O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com sua tragédias, Sófocles e Eurípides não visavam apenas à diversão da plateia mas também, e sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo Rei)? Poderia uma mãe assassinar os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar livremente)? Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores místicos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. "Ir ao teatro", para os gregos, não era apenas uma diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais. Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertold Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel essencial pedagógico voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX. O teatro, ao representar situações de nossa própria vida - sejam elas engraçadas, trágicas, políticas, sentimentais, etc. - põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos e dos camarins.
Conclusão
Geralmente retoma a tese, sintetizando as ideias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido. Mais raramente, a conclusão pode vir na forma de interrogação ou representada por um elemento-surpresa. No caso da interrogação, ela é meramente retórica e deve já ter sido respondida pelo texto..
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem, é inegável. A escola sempre teve muito a aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano. (conclusão)
ATENÇÃO: a linguagem do texto dissertativo-argumentativo costuma ser impessoal, objetiva e denotativa. Mais raramente, entretanto, há a combinação da objetividade com recursos poéticos, como metáforas e alegorias. Predominam formas verbais no presente do indicativo e emprega-se o padrão culto e formal da língua.
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