quarta-feira, 21 de maio de 2014


Querer ser bem sucedido sem trabalhar duro é como querer colher sem plantar”.
                                                                                                                                                                               (David Bly)


domingo, 11 de maio de 2014

Manifestações populares no Brasil

Em razão dos atos de rua ocorridos no Brasil em 2013, as manifestações populares da História do Brasil podem ser utilizadas como tema dos vestibulares.

Por Tales dos Santos Pinto
 

Como em 1992, parte da juventude brasileira pintou o rosto com as cores da bandeira para fazer suas reivindicações.
No primeiro semestre de 2013, uma série demanifestações populares ocorreu nas ruas de centenas de cidades brasileiras. Tendo inicialmente como foco de reivindicação a redução das tarifas do transporte coletivo, as manifestações ampliaram-se, ganhando um número imensamente maior de pessoas e também novas reivindicações. A violência policial aos atos também contribuiu para que mais pessoas fossem às ruas para garantir os direitos de livre manifestação.
Em virtude da grande repercussão que essas manifestações alcançaram nas ruas e nos meios de comunicação de massa, é possível que elas sejam utilizadas como ponto de partida para avaliar o vestibulando, possivelmente testando seus conhecimentos em relação a outras grandes manifestações que ocorreram na história do Brasil. E isso pode ocorrer tanto nas provas de história quanto nas redações dos vestibulares e do Enem.
Fazendo uma retrospectiva histórica, podemos perceber na história brasileira que algumas manifestações conseguiram alcançar seus objetivos após reunirem milhares de pessoas.
Em 1992, grandes manifestações ocorreram nas ruas do Brasil pedindo o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Frente aos fortes indícios de corrupção em seu governo, a juventude conhecida pedia a saída do presidente, que havia sido o primeiro eleito por voto direto após o fim da ditadura civil-militar. Esses jovens ficaram conhecidos como “Caras Pintadas”, pelo fato de pintarem em seus rostos pequenas faixas com as cores da bandeira do Brasil. Após forte pressão popular, Collor pediu a renúncia do cargo, assumindo em seu lugar o vice-presidente Itamar Franco.
Quando não alcançaram os objetivos pretendidos, as manifestações proporcionaram um debate sobre a situação política do país e estimularam a participação política de um número maior de pessoas. Foi o caso da campanha pelas “Diretas Já!”, iniciada a partir de 1983. O objetivo do movimento era a provação de uma lei que possibilitasse a eleição direta para Presidente da República. O país ainda vivia os últimos anos da ditadura civil-militar, o que não impediu que milhares de pessoas saíssem às ruas para participar de comícios e exigir a abertura democrática, depois de anos de controle político por parte das Forças Armadas. Apesar da pressão, a lei não foi aprovada e o presidente posterior foi ainda eleito de forma indireta pelo Colégio Eleitoral. Apesar dessa derrota, um novo cenário político abriu-se ao país, com uma maior liberdade de participação política.
Na década de 1960, o conturbado contexto político também gerou manifestações nas ruas. Durante o governo de João Goulart, havia uma intensa polarização política no Brasil entre os que apoiavam seu mandato de presidente e os que lutavam por sua saída. O estopim para o fim de seu governo ocorreu no mês de março de 1964. Após a realização de um comício na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde aproximadamente 150 mil pessoas escutavam o presidente e seus apoiadores a defender as Reformas de Base, as forças políticas ligadas aos setores conservadores da sociedade iniciaram uma série de manifestações contra o presidente.
Essas manifestações eram denominadas como “Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade” e levaram às ruas centenas de milhares de pessoas que se opunham ao pretenso comunismo de João Goulart. Na verdade, elas opunham-se às reformas que poderiam ter subtraído parte do poder econômico das classes dominantes do país. Essas marchas foram o argumento necessário aos militares para derrubarem o presidente, afirmando ter apoio popular para isso. Esse é um exemplo de uma manifestação que contribuiu para que a participação política fosse restrita, abrindo caminho para uma ditadura militar.
Outras manifestações de rua ocorreram na história do Brasil em diversos momentos. Cabe ao vestibulando, caso seja um tema presente nas provas, conhecer o contexto e os motivos que levaram as pessoas às ruas, principalmente suas reivindicações, bem como os desdobramentos dessas ações na história do Brasil. Essas observações têm por objetivo auxiliar o vestibulando na interpretação dos textos que podem ser expostos nas questões e redações, mas cabe ao candidato um estudo do contexto histórico que motivou essas manifestações políticas e sociais.
Por Tales Pinto
Graduado em História

quarta-feira, 19 de março de 2014


Veja tudo o que Lula 'não sabia'


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 2, que o governo não tinha conhecimento da gravidade dos problemas no setor aéreo. Desde o seu primeiro mandato como presidente da República, Lula responde a diversos questionamentos sobre seu envolvimento com escândalos que surgiram nesse tempo dizendo que "não sabia".   Veja também: Lula diz que governo não sabia da gravidade da crise aérea   Em outubro de 2006, ao ser questionado, no programa Roda Viva, sobre o fato de se mostrar sempre "surpreendido" com os escândalos, Lula disse que "nem um presidente, nem um pai de família tem como saber de tudo". E acrescentou: "Quantas vezes você está na cozinha, acontece algo na sala, e você não fica sabendo". Veja o que mais Lula "não sabia":   Mensalão   Quando o mensalão se tornou público, em 2005, em uma de suas primeiras declarações na época, Lula afirmou que "não sabia nada" sobre o escândalo.   O mensalão - esquema de compra de votos de parlamentares que veio à tona com uma declaração do deputado federal Roberto Jefferson - fez com que José Dirceu, então ministro da Casa Civil, fosse cassado pela Câmara, acusado de comandar o mensalão.   Palocci e o caseiro Francenildo   No caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, em março de 2006, que envolveu o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), o presidente novamente se mostrou vítima da situação. Palocci acabou sendo demitido por conta da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro, que afirmou ter visto o então ministro em reuniões de lobistas.     Dossiê contra tucanos   Em setembro de 2006, a poucos dias do primeiro turno das eleições presidenciais, Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ambos do PT, foram presos pela Polícia Federal com R$ 1,7 milhão, dinheiro que seria usado para comprar um dossiê que relacionaria os candidatos do PSDB à Presidência e ao Governo de São Paulo, Geraldo Alckmin e José Serra, respectivamente, com a Máfia dos Sanguessugas. Freud Godoy, assessor especial de Lula, também foi envolvido no caso. O presidente se disse "indignado" com o caso, e atribuiu a história a "desespero de perdedores".   Vavá   Em junho deste ano, o irmão do presidente, Genival Inácio da Silva, foi indiciado pela Polícia Federal por tráfico de influência e exploração de prestígio na Operação Xeque-Mate, que investiga a exploração de caça-níqueis. A PF apresentou gravações telefônicas nas quais Vavá teria usado o nome de Lula para pedir dinheiro. Na época, Lula afirmou: "Não acredito que Vavá seja lobista. Ele está mais para ingênuo."


quarta-feira, 5 de março de 2014

Predicação Verbal

Para os meus alunos dos oitavos anos, como forma de revisão.

Predicação Verbal

Verbos Intransitivos: não possuem complemento. Ou seja, os verbos intransitivos possuem sentido completo.
Ex: "Ele morreu." O verbo morrer tem sentido completo. Algumas vezes o verbo intransitivo pode vir acompanhado de algum termo que indica modo, lugar, tempo, etc. Estes termos são chamados de adjuntos adverbiais. Ex. Ele morreu dormindo.
Dormindo foi a maneira, o modo que ele morreu.
Dormindo é o adjunto adverbial de modo.
OBSERVAÇÃO:
Existem verbos intransitivos que precisam vir acompanhados de adjuntos adverbiais apenas para darem um sentido completo para a frase.
Ex. Moro no Rio de Janeiro.
O verbo morar é intransitivo, porém precisa do complemento "no RJ' para que a frase tenha um sentido completo. "No RJ" é o adj. adverbial de lugar.
Verbos Transitivos: Exigem complemento (objetos) para que tenham sentido completo. Podem ser:
- Transitivos diretos
- Transitivos indiretos
- Transitivos diretos e indiretos
TRANSITIVOS DIRETOS
Não possuem sentido completo, logo precisam se um complemento (objeto). Esses complementos (sem preposição), são chamados de objetos diretos.
Ex.: Maria comprou um livro.
"Um livro" é o complemento exigido pelo verbo. Ele não está acompanhado de preposição. "Um livro" é o objeto direto. Note que se disséssemos: "Maria comprou." a frase estaria incompleta, pois quem compra, compra alguma coisa. O verbo comprar é transitivo direto.
TRANSITIVOS INDIRETOS
Também não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento, só que desta vez este complemento é acompanhado de uma preposição. São chamados de objetos indiretos.
Ex. Gosto de filmes.
"De filmes" é o complemento exigido pelo verbo gostar, e ele está acompanhado por uma preposição (de). Este complemento é chamado de objeto indireto. O verbo gostar é transitivo indireto
TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS
Exigem 2 complementos. Um com preposição, e outro sem.
Ex. O garoto ofereceu um livro ao colega.
O verbo oferecer é transitivo direto e indireto. Quem oferece, oferece alguma coisa a alguém.

Ofereceu alguma coisa = Um brinquedo (sem preposição).
Ofereceu para alguém = ao colega (com preposição).
ao = combinação da preposição a com o artigo definido o.

Verbos de Ligação

Para os meus alunos de oitavo ano, como forma de recordar.

Os verbos de ligação
•  Ser: É o verbo de ligação que apresenta característica mais duradoura, pode ser usado para estabelecer características permanentes, desde a criação do ser ou objeto, ou características que estão presentes há alguns meses, dependendo do contexto. Pode também dar uma característica comum a todos seres ou objetos daquela espécie.
Ele é português.
Desde então elas são alegres.
Um dia eu serei famoso.
Era uma vez uma princesa...
Que tudo a partir daqui seja bom.
•  Estar: É o verbo de ligação que apresenta características momentâneas.
Desde então elas estão alegres.
Um dia eu estarei famoso.
Pensei se isso estará bom.
Amanhã estarei em casa.
Estamos no mês de maio.
•  Permanecer: É o verbo de ligação que apresenta características que surgiram no passado (próximo ou não) e que duram até o tempo do enunciado, tem sentido de continuar.
Elas permaneceram calmas durante o ensaio.
Ele permanece famoso.
Amanhã permanecerei em casa.
Tudo permaneceu tranquilo.
Pensei se isso permanecerá bom a partir de então.
Ficar: É o verbo de ligação que apresenta características que de repente surgiram. É o que possui característica mais momentânea de todos.
Fiquei bravo quando descobri tudo.
Amanhã ficarei em casa.
Ficarei famoso um dia.
Ficamos com muito frio naquele inverno.
Depois do julgamento ele ficará preso.
• Tornar-se, Transformar-se ou Virar: Iguais ao verbo ficar, porém a característica é duradoura.
Ele tornou-se rico.
Viramos pais.
Tornar-me-ei um vencedor.
Talvez tu virarás o diretor da empresa.

A menina Elen tornava-se uma mulher.